As dificuldades na realização de uma audiência pública da Comissão de Cidadania foram relatadas pelo presidente do colegiado, deputado Edilson Silva, do PSOL, na Reunião Plenária dessa terça. O encontro foi marcado para debater a atuação do plano de saúde Hapvida em Pernambuco. Edilson Silva denunciou o que ele chamou de “manobras da Mesa Diretora da Alepe” para evitar a realização da audiência.
“É de um desrespeito a falta de seriedade, o vexame, a vergonha, o constrangimento que nós tivemos hoje de manhã, na frente de tantas instituições. Ver a Assembleia Legislativa com as portas fechadas, trancafiadas, funcionários correndo, se escondendo. Coisas assim no movimento estudantil já são de causar vergonha, imagina no ambiente do Poder Legislativo do Estado de Pernambuco.”
A deputada Teresa Leitão, do PT, endossou as críticas. Ela disse que as audiências públicas são o espaço para receber e ouvir as demandas da população, e que a Alepe tem a estrutura necessária para realizar esses eventos. Socorro Pimentel, do PTB, descreveu as queixas dos usuários sobre o Hapvida.
“Nós estávamos lá para discutir de forma muito democrática, muito transparente, com todos os atores envolvidos. Mas a gente iria conversar e debater sobre a questão de um plano de saúde que vende para usuário um sonho, que vende uma consulta ambulatorial e que, na hora de um tratamento de um maior custo, esse usuário é transferido para o SUS.”
O deputado Eriberto Medeiros, do PP, que presidiu a sessão, determinou a apuração dos fatos.
“Todos os deputados têm que ser tratados de forma igual e, da forma que Vossa Excelência expôs, acredito que a coisa não deve ser tratada dessa forma. Vamos apurar realmente os fatos, ver onde está o erro e o que realmente veio a acontecer e através de quem veio esta ordem.”
O parlamentar também disse que consultou outros integrantes da Mesa Diretora e nenhum deles declarou conhecer qualquer orientação para impedir a audiência.
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